:: A “Semana dos Afetos”::

A amizade é um dos aspetos fundamentais das relações interpessoais. Podemos relacionarmo-nos com muita gente, no decurso da nossa vida profissional, comercial ou em vários contextos, mas a amizade é diferente: obriga a um aprofundamento das relações, a um tempo de conhecimento e de aprendizagem, a uma exigência maior em rigor e qualidade. E também, designadamente, uma entrega e um investimento muito maiores, consubstanciados nas componentes do “dar” e do “receber”. Os amigos representam, para as crianças (como para toda a gente), a segurança de que são amados, e que têm também objetos e alvos para o seu amor.
Educar com Afeto é tanto ou mais importante do que educar com os meios e os recursos pedagógicos ideais, para um adequado desenvolvimento das crianças. Para a criança, um amigo é uma segurança, é um recurso para os bons e os maus momentos. Um amigo é, igualmente, um apoio nas brincadeiras, na descoberta do mundo e na vida racional. Também nos sabe dizer o que vai mal e está errado connosco, ajudando-nos a descobrir-nos a nós próprios, nas nossas potencialidades, mas também nas nossas limitações. Ter amigos é uma coisa que deverá perdurar pela vida toda e mais vale poucos e bons do que muitos e “assim-assim”.
A partir dos três anos, uma criança já tem noção do que é a amizade e da importância de um amigo. Na base de uma relação pedagógica entre docente – criança e criança – criança deverá estar a afetividade e a amizade.
Assim, do dia 9 a 13 de fevereiro, decidimos comemorar na nossa Escola “A Semana dos Afetos”, com a realização de atividades diversificadas tais como: a exploração de histórias relacionadas com a amizade e partilha, jogos entre pares, composições plásticas, a realização de um cartaz, de postais, cartas, bilhetes e desenhos para oferecer a um amigo.
Nessa semana partilharam experiências e estratégias diversificadas relacionadas com a amizade, a tolerância, o respeito e a partilha. Apercebemo-nos que na infância há amizades muito fortes. A amizade desenvolve-se, vive-se, aceita-se, sofre-se com ela e partilham-se momentos bons.

“Os amigos são como nós próprios – é o que nos faz viver grandes entusiasmos e grandes deceções, alegrias e tristezas. Há quem prefira nunca se expor ou dar, com receio de poder vir a sofrer. Essas pessoas poderão conseguir isso, mas perderão também grandes emoções e paixões. O balancear do pêndulo é uma vertente da vida, que há que viver plenamente, para nos sentirmos cada vez melhor e cada vez mais aperfeiçoados, tolerantes, humanos e completos”.
                                                         
Escola Básica de Gondarém, fevereiro de 2015