A MAGIA DOS LIVROS

Despertar o gosto pela leitura é uma tarefa mais afectiva do que intelectual. Não devemos enfrentá-lo como uma obrigação para bem dos nossos educandos, mas sim como algo em que realmente acreditamos e que nos proporciona tanta satisfação como aos alunos.
Se ler é reconhecidamente uma actividade complexa que, apresentando-se usualmente como individual, requer esforço, perseverança e força de vontade, há porém, uma noção fundamental que nos parece essencial explicitar: esquece-se, com demasiada frequência, que se pode aprender a ler, mas que a experiência da leitura não se aprende, mas atinge-se pela emoção, por contágio e pela prática.
     Neste sentido, julgo que ao longo deste no letivo, foi possível criar nos alunos ainda, mais motivação e reconhecimento social e individual face à leitura, estimulando activamente a relação dos mesmos com os livros, histórias, textos… Cada sala de aula procurou ser um local privilegiado onde o encontro da criança com os livros se pôde concretizar de forma interactiva e cativante. Novas histórias, contos, fábulas, poesias,… foram lidas, exploradas, recontadas, registadas e ilustradas. Foram realizados pequenos livros de histórias, marcadores de livros, mensagens, folhetos informativos…, relacionadas com a leitura. Foi num ambiente de comunicação à volta dos livros que procuramos em articulação com as Bibliotecas Escolares, implementar o Plano Nacional de Leitura, a Hora do Conto e a partilha de livros. A leitura tornou-se assim uma prioridade educativa, tendo sido determinantes os valores que lhe são inerentes, desde a formação intelectual, que é permanente, à capacidade de estruturar a imaginação, que constitui um importante motor da sensibilidade e da reflexão.
É evidente que a leitura de histórias promove uma variedade de competências nas crianças. Segundo Teale, “Durante a leitura de histórias, as crianças aprendem sobre a estrutura da língua escrita, sobre a organização do material impresso nos livros, para além de desenvolverem o vocabulário, capacidades de manutenção na tarefa (atenção e concentração) e interagirem com adultos e pares. A experiência linguística permite-lhes construir conhecimentos sobre léxico, novas estruturas sintácticas a par de novos usos do discurso. Além de que, os alunos ao ouvirem histórias, desenvolvem a atenção, permitindo-lhes interagir construtivamente no decorrer da narrativa”.
      A Biblioteca Escolar tal como a sonhamos, é um fruto desejado. Há dentro desse fruto um caroço fundamental, semente de mais frutos, mais futuro. Julgamos que a promoção da leitura começa, pela tarefa de convencer devidamente os nossos alunos, da bondade do livro: o livro como amigo, companheiro, fonte de sabedoria e de boa disposição.
     A Biblioteca Escolar é uma estrutura constituída por um conjunto de recursos físicos, humanos e documentais, devidamente organizados, oferecendo, assim, à Comunidade Escolar contributos para a sua formação e informação, no âmbito das atividades curriculares, extracurriculares e da ocupação dos tempos livres.
   Uma Boa Biblioteca tem de estar à altura da excelência que o espaço pressupõe e tem por missão apoiar o processo de ensino e aprendizagem, promovendo a leitura e desenvolvendo competências no âmbito da literacia da informação, de modo a formar utilizadores críticos e autónomos, em todos os suportes de informação, ao longo da vida.

       “ Não se pode obrigar ninguém a ler, mas pelo menos temos a obrigação de criar condições e incentivos para que as pessoas, leiam.
      E seja pelo prazer que nos proporcionam, pela necessidade que deles temos, por razões de ordem prática, todos acabamos por precisar dos livros. E os livros, sempre que deles necessitamos ou sempre que somos estranhamente compelidos a procurá-los, devem ser encontrados nas bibliotecas”. (1998, Henrique Barreto Nunes)

      Está nas nossas mãos dar aos mais novos referências culturalmente ricas e fortes, um sentimento intenso de respeito e admiração pelo que nos cerca e caracteriza, para que as crianças possam ler cada vez mais e assim crescerem felizes, criativos e sabedores.

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“ A PROTEÇÃO CIVIL SOMOS TODOS NÓS”

“Na declaração Universal dos Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas proclamou que a infância tem direito a ajuda e assistências pessoais… A criança, para o desenvolvimento harmonioso da sua personalidade, deve crescer num ambiente familiar, em clima de felicidade, amor e compreensão… A criança, por motivo da sua falta de maturidade física e intelectual, tem necessidade de uma proteção e cuidados especiais, nomeadamente de proteção adequada, tanto antes como depois de entrar para a escola…”
É fundamental criar e manter um ambiente saudável para as crianças, apostando em hábitos e comportamentos seguros. É também crucial ensiná-las e alertá-las para os perigos e consequências que certos atos envolvem.   
        No âmbito do Plano Anual de Atividades, no dia 1 de março, durante o período da manhã, a Escola Básica de Gondarém participou na atividade “ A PROTEÇÃO CIVIL SOMOS TODOS NÓS”, organizada pela Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários Cabeceirenses.
       Com esta ação pretendeu-se sensibilizar a população em geral para as questões da segurança e da importância da Proteção Civil enquanto estrutura vocacionada para responder com eficácia nas situações de emergência de uma forma articulada com todos os agentes de proteção e socorro. No âmbito dos conteúdos transmitidos, as aprendizagens decorreram num clima animado de diálogo e interação entre os intervenientes. Houve uma participação empenhada de todos os elementos da comunidade educativa, levando à concretização plena dos objetivos programados.
Esta atividade pretendeu ainda preparar para a defesa da integridade física e mental das crianças, para que elas possam crescer explorando o ambiente que a rodeia, controlando e correndo o mínimo de riscos possíveis!
Em contexto de sala de aula, o tema da Segurança foi explorado de forma afinca, através de canções, folhetos informativos, textos escritos, ilustrações, pinturas, cartazes, jogos diversos e registos.
Não podemos esquecer que as crianças pelo exemplo, consolidam aprendizagens, interiorizam conteúdos, valores e atitudes positivas. Devemos ensinar-lhes a conseguir segurança perante o risco e que desenvolvam e adquiram capacidades de conhecer a importância dos acidentes e as suas causas, que detetem os elementos à sua volta que podem ser causadores dos acidentes e que conheçam as limitações no momento de enfrentar os riscos. Saber identificar e minorar esses perigos ou intervir em caso de emergência pode fazer a diferença para as crianças e para quem cuida delas.
Só assim poderão explorar o mundo que as rodeia com segurança e com o menor número possível de acidentes!

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O Dia da Mãe” em Gondarém

     O livro “O principezinho”, de Antoine de Saint-Exupery, é uma história terna que apresenta uma exposição sentida sobre a tristeza e a solidão, dotada de uma filosofia ansiosa e poética, que revela algumas reflexões sobre o que de fato são os valores da vida. Quem leu este livro, lembra-se com certeza do amor e carinho que este principezinho dedicou à sua flor, de como ela cresceu e se tornou mais forte com os seus cuidados. Não será isto o que se passa com as nossas crianças? É com o nosso amor, proteção e disponibilidade que eles, tal como a flor da história se tornam mais fortes e melhores seres humanos.
    As crianças experimentam ao ouvir o outro, e em especial as suas mães, uma agradável sensação de bem-estar, plenitude e harmonia que lhes permite sentirem-se protegidos, ouvidos e mais unidos à outra pessoa, apaziguando os seus receios e alegrando as suas vivências da infância.
    Em articulação entre ciclos foram dinamizadas na Escola Básica de Gondarém, atividades diversas alusivas ao “Dia da Mãe”, queteve como principais objetivos valorizar a história pessoal, social e cultural das famílias através do conhecimento de alguns episódios e testemunhos; conhecer, respeitar e valorizar as mães; levar os alunos a identificarem-se como membro de uma família, apreciá-la como própria e particular, a partir das observações, histórias e experiências. Foram apresentadas histórias, explorados livros/contos e recitadas poesias, canções e foram realizados presentes e postais para oferecer às mães a partir de materiais recicláveis.
   Estas aprendizagens /experiências, basearam-se na exploração do carácter lúdico da linguagem, no prazer em lidar com as palavras, sons e na descoberta das interpretações, levando a que as crianças vivenciassem um conjunto de experiências diversificadas. Ao observar, apresentar, partilhar acontecimentos e vivências, surgiram conversas, perguntas, conteúdos e momentos significativos, de convívio e cumplicidade.
    Sabemos que nos últimos anos o papel das mulheres e a estrutura das próprias famílias têm sofrido grandes transformações. Atualmente, a maioria das mulheres trabalha fora de casa e tem de acumular esta função e todas as exigências que lhe são inerentes com a vida familiar (ser mãe, amiga, companheira, filha, irmã), o que não é nada fácil. Estar pouco tempo com os filhos e não poder acompanhar mais o seu quotidiano é algo que preocupa as mães. Contudo, o amor entre mães e filhos prevalece!
    Fica aqui um desafio, para que os encarregados de educação, consigam mudar alguma coisa na organização das suas vidas, permitindo assim criar um envolvimento mais humano, caloroso e uma intimidade autêntica com os seus educandos.

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Maus tratos na Infância

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 Movimentar para aprender, no Jardim-de-Infância

                                          
     Os objectivos da Educação Pré-Escolar estão sempre presentes no dia-a-dia do Jardim-de-Infância, concretizando-se através da organização do ambiente educativo e das áreas de conteúdo. No âmbito da Expressão Motora, as Orientações Curriculares prevêem o desenvolvimento de noções relacionadas com o corpo e a diversidade de formas de o utilizar e sentir, a motricidade global e a motricidade fina.
    A prática desportiva é essencial para a manutenção de uma boa saúde. O tempo das atividades de movimento é, na maioria das vezes, muito esperado pelas crianças.
    A atividade física tem muitos benefícios, além de manter a saúde em dia e o corpo em forma, também é fundamental para o desenvolvimento físico e mental das crianças. Os especialistas garantem que quanto antes iniciada uma rotina desportiva, mais rápido a coordenação motora e vida social serão desenvolvidas. Também em termos cognitivos e humanos a criança poderá beneficiar com a prática desportiva, ao desenvolver relações, podem tornar-se menos tímidas e mais autónomas. É um excelente meio para as crianças exteriorizarem os seus sentimentos, e o jogo um possível espelho da postura de cada um perante o outro e a vida.
     No Jardim-de-Infância podemos fazer múltiplas combinações e variações de movimento, respeitando as capacidades motoras e a idade das crianças. Nestas atividades, as crianças têm espaço para se movimentarem, mais liberdade de expressão e atividades divertidas / lúdicas para executar. Adoram mostrar as suas habilidades, ultrapassar obstáculos, competir e passar por novas experiências.
   O jogo infantil incorpora diversas estruturas organizadas do meio social na sua própria essência e, desta forma, proporciona às crianças o conhecimento da dinâmica destas estruturas (regras, valores, hierarquias, …). Os objetivos propostos nos jogos de cooperação são gerais, comuns e não têm muito que ver com ganhar, mas, apenas, com o ato de jogar em grupo, de partilhar e, o que é mais importante, de se divertirem.
   As atividades de movimento e os jogos cooperativos promovem o desenvolvimento psicossocial, comportamentos adequados e contribuem para a formação de um ser humano solidário e responsável.

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Chegou a primavera à Escola Básica de Gondarém

A chegada da Primavera é sempre um motivo para festejar. Tudo fica mais bonito, as árvores enchem-se de folhas verdes, os jardins de várias cores e os pássaros cantam com alegria. O campo fica uma beleza, todo verde. Nas escolas festeja-se a chegada da Primavera de variadas formas.
 A criança, naturalmente é curiosa. As coisas que a rodeiam estimulam a sua curiosidade e incentivam a investigar, a observar e a explorar. Organizar uma saída ao campo com as crianças para observar a natureza, as árvores de fruto, os legumes e os animais é com certeza uma oportunidade para observar a Vida na Natureza… e partir à descoberta.
Na Escola Básica de Gondarém houve oportunidade de realizar, arranjos florais e artigos decorativos alusivos a esta estação do ano, com materiais de desperdício e recicláveis, para decorar a nossa escola em articulação com os Encarregados de Educação. O produto final desta iniciativa foi divulgado numa Feirinha da Primavera, aberta a toda a comunidade educativa.
Nesta iniciativa além de dar a conhecer às crianças algumas árvores de fruto e o seu habitat, em inter-relação com a atmosfera e os organismos vivos; observar e conhecer alguns animais; desfrutar e descobrir um fascinante mundo de cores e aromas próprios dos vegetais, frutos, plantas e das flores da estação; mostra-se também, como se podem reutilizar diferentes materiais para construir, desenhar e elaborar criativos recursos pedagógicos com as crianças, de modo a permitir-lhes uma experiência “multissensorial”, onde se trabalha o conceito de “transformação contínua” do objeto criado na busca de novas soluções. O que, efetivamente potencia o desenvolvimento do pensamento. Nestas ideias junta-se o aspeto cognitivo ao imaginativo. É fundamental desenvolver estas experiências de criação num ambiente acolhedor e interativo, onde se apresentaram os materiais de forma divertida e organizada que levou, naturalmente à criação e à transformação.
Procuramos ajudar as nossas crianças a “serem” crianças activas, observadoras, críticas e responsáveis, compreendendo as alterações que ocorrem na natureza e proporcionar experiências de descoberta e contacto com o meio próximo. O reaproveitamento de objetos também é uma forma de reciclar. Quanto mais reciclamos, menos recursos teremos que tirar da natureza. Assim, colaboramos na preservação dos recursos naturais.
Esta actividade foi um sucesso!