Escola Básica de Gondarém


PEQUENOS CIENTISTAS, EM GONDARÉM

  “Apesar de, em Portugal, a educação pré-escolar não estar incluída na escolaridade obrigatória, ela constitui, atualmente, para além de um contexto privilegiado de socialização, um espaço formal de desenvolvimento onde a criança pode interagir com situações e vivências do seu quotidiano, facilitadoras de aprendizagens no domínio das ciências” (Ministério da educação)
    A sensibilização às ciências – integrada na área do conhecimento -, para além da ligação com o meio próximo envolvente, tenta abranger outros domínios do conhecimento humano, capazes de enquadrar e sistematizar a compreensão do mundo. Enquanto mediadores da ação cabe-nos o papel de criar situações que, promovam a curiosidade e o desejo de saber mais, desenvolvendo uma atitude cientifica e experimental que desperte o interesse das crianças e as ajude a interrogarem-se sobre a realidade, a colocar problemas, a procurar soluções, situações que estimulem a criatividade e a independência num ambiente seguro e cuidado. O papel do docente passa, também, pela promoção de atitudes constantes de procura-resposta e pala construção de um espaço destinado aos materiais e atividades relacionadas com as ciências, um espaço que ajuda a criança a passar do mundo da magia e do imprevisível, para o mundo dos fatos, informações e alegrias de verdadeira descoberta. 
Através da observação e realização de experiências relacionadas com fenómenos da vida quotidiana, as crianças do J.I. de Gondarém, interiorizaram de forma mais fácil e, por isso mesmo, mais significativa, noções científicas a partir dos quais foram conhecendo e compreendendo melhor as caraterísticas da água.
Como elemento fundamental à vida, a água está presente na maioria das atividades do nosso dia-a-dia e fez parte de inúmeras experiências e situações de aprendizagens, no J.I. de Gondarém. A partir de situações do quotidiano foram encontrados, pontos de partida pertinentes para uma exploração mais sistematizada dos fenómenos que ocorrem à volta da água. Nas atividades e experiências realizadas no dia 24 de novembro - Dia Mundial da Ciência, foram explorados conteúdos relacionados com as caraterísticas da água: os estados físicos da água; a dissolução de matérias em água; processos de separação de misturas; flutuação de objetos em água e o seu volume.
    Assim, aprendemos que em água salgada o ovo flutua e que em água doce afunda; que o papel, se cair de uma torre não se parte mas na água desfaz-se; na água, a maçã, o pau e a bola flutuam, e, a batata e a pedra afundam; que a pinha em meios húmidos fecha e em meios secos abre; que se colocaremos cravos brancos em copos com corantes alimentares de diferentes cores dissolvidos em água, estas flores ficam coloridas, e, que se colocarmos numa tina com água, uma vela acesa e assentarmos um copo por cima da vela, esta apaga-se, e a água sobe pelo copo.
   “Assumindo-se que, em idade pré-escolar, as crianças estão predispostas para aprendizagens de ciências, coube-nos conceber e dinamizar atividades promotoras de literacia científica, com vista ao desenvolvimento de cidadãos mais competentes nas suas dimensões pessoal, interpessoal, social e profissional.
   Fazer descobrir é o único método de ensinar.”
                                                                  

J.I. de Gondarém, novembro 2014

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 DE VOLTA AO PASSADO

    Comemorar os 500 anos da atribuição do Foral de Cabeceiras de Basto, nos dias 3,4 e 5 de outubro, pela iniciativa da Câmara Municipal de Cabeceiras, foi um ato de cultura e de educação, que honrou o concelho e todos os cabeceirenses que se reveem na ancestralidade e na riqueza da história local. Tratou-se por isso de um dos factos históricos mais relevantes de Cabeceiras de Basto, de maior importância e significado, que todos reconheceram, tanto mais que foi a partir desse evento que estas terras ganharam um estatuto próprio de unidade territorial e de afirmação como povo e comunidade autónoma, com as suas tradições, os seus costumes e laços constituídos, que hoje ostentam e moldam a sua gente.
   Cabeceiras é uma região cheia de tradições, monumentos, lendas, artesanato, gastronomia e com espaços de beleza natural que testemunham a sua grandeza ao longo dos tempos.
    O Projeto do Agrupamento de Escolas de Cabeceiras de Basto “Educar para a Cidadania”, assume-se como um documento de trabalho e de planeamento, que define, objetivos, formas de organização, programação e avaliação das atividades. Inscreve-se numa perspetiva histórica / cultural de valores e atitudes, pretendendo ser um documento que confira a este estabelecimento de ensino uma personalidade e um cariz próprios e que contenha em si o germe essencial que forneça a todos os elementos da Escola um vínculo de cidadania, tornando-os elementos civicamente responsáveis e culturalmente ativos.
    Acreditamos que a escola é uma instituição imprescindível para o desenvolvimento e para o bem-estar das pessoas, das organizações e das sociedades e que não deve ser entendida como um local que desenvolve única e exclusivamente a sua atuação dentro do espaço aula. Por este motivo e no âmbito das Comemorações dos 500 Anos da Atribuição do Foral Manuelino a Cabeceiras de Basto, a Escola Básica de Gondarém, participou num belo desfile protagonizado por centenas de crianças das escolas do 1.º ciclo e Jardins – de - infância e que decorreu na Praça da República, em pleno cento histórico desta vila, a Feira Quinhentista.
   É vulgar dizer-se que as pedras, os objetos, falam. Efetivamente, Cabeceiras de Basto contém, o seu passado escrito nas pedras das muralhas, nas esquinas das ruas, nos balaústres das varandas, nas praças, nas casas rotuladas ou alpendradas, nos monumentos e na análise histórica de factos e momentos.
    Mais do que um mero conceito presente no dicionário – segundo o Houaiss, tradição “consiste na herança cultural, no legado das crenças e no conjunto de valores morais e espirituais transmitidos de uma geração para outra”-, o ato de um adulto dedicar certo tempo para relatar a uma criança histórias ou fazê-la participar de factos históricos já ocorridos é um estímulo ao desenvolvimento da cidadania, da afetividade e do respeito. Afinal, um indivíduo “sem histórias, da sua História” torna-se alguém vazio no futuro.
        “É lento ensinar por teorias, mas breve e eficaz fazê-lo pelo exemplo”
Séneca

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O HALLOWEEN EM GONDARÉM

O Dia das Bruxas – ou Halloween – é uma festa pagã de origem anglo-saxónica que marca oficialmente o final de verão. Só começou a ser celebrada entre nós recentemente e de certa forma equivale ao nosso cristão Dia de Todos os Santos (1 de novembro). Uma “importação” divertida, que ganhou muitos adeptos, especialmente entre as crianças.
Apesar de não ser uma tradição portuguesa, os alunos da Escola Básica de Gondarém, assinalaram o Halloween com atividades diversificadas alusivas ao tema. A escola foi decorada, com balões, grinaldas, fitas, bruxas, fantasmas, adereços decorativos, imagens e desenhos. Foi ainda realizado um desfile pela Comunidade, uma visita à Fundação e um baile na Escola.
Levaram para casa, uma recordação deste dia: um disfarce de bruxa, uma cesta com doces, balões e foram feitas pinturas faciais.

Fantasmas e bruxas
Vieram enfeitiçar
Todos os alunos
Deste lugar.

Crianças disfarçadas
Com bruxas e caveiras
Prepararam partidas
E algumas brincadeiras.

Em pequenas cabaças
Levaram rebuçados.
Com um chapéu de bruxa
Como ficaram engraçados.                           

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O “Dia da Alimentação” em Gondarém

“Pensar pedagogicamente a alimentação é interpretá-la como ato de cultura. As conceções alimentares, as preferências gustativas, os hábitos de higiene e os gestos de etiqueta correlativos traduzem modos de pensar, sentir e agir que se diferenciam de País para País, de região para região, de cultura para cultura e de família para família.” 

     Segundo os especialistas, as crianças comem mal, muito e mexem-se pouco. Deixaram de brincar ativamente na rua para ficarem em casa em frente à televisão ou ao computador. Por outro lado, a era da “fast food” entrou nos hábitos alimentares mesmo das mais pequenas, para já não falar na comida cheia de açúcares e gorduras e sem qualquer valor nutritivo, como determinados “snacks”, batatas fritas de pacote e produtos de pastelaria, que fazem parte dos seus lanches e pequenos-almoços. Mesmo os vulgares cereais devem ser criteriosamente escolhidos, pois a maioria é demasiado rico em açúcar, uma boa razão para que o seu consumo não deva ser diário e em grandes quantidades.
    A 16 de Outubro assinalou-se o Dia Mundial da Alimentação, pelo que a Escola Básica de Gondarém decidiu dedicar à alimentação saudável e à importância que esta assume nos alunos, algumas atividades diversificadas. Estas passaram pela análise de um cartaz sobre os hábitos corretos a ter à mesa, pela exploração da roda dos alimentos, canções, lengalengas, adivinhas, poesias, ilustrações, jogos educativos, pela confeção de uma salada de frutas e pela realização de um Folheto Informativo.
Participar na exploração dos cartazes, em todas as etapas da confeção da salada de frutas e diferenciar as experiências foram estratégias educativas que dispuseram os alunos para uma sensibilidade alimentar que excedeu os limites iniciais do conhecimento de cada criança. Aprendizagens que conhecidas e compreendidas poderão assegurar o êxito de hábitos saudáveis implementados e, com alguma persistência e exemplo, pretendem salvaguardar a saúde destas gerações no futuro.

“Comer é um dos maiores prazeres da vida…”
Ajude o seu educando a transformá-lo num prazer saudável!

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Sabores do Campo e da Terra

A chegada do outono é sempre uma oportunidade para abordar diversos temas, conteúdos e projetos. A natureza fica diferente, as árvores ficam despidas, os caminhos enchem-se de folhas castanhas, verdes, amarelas, alaranjadas… e os pomares enchem-se de frutos, próprios da época.
       A criança, naturalmente é curiosa. As coisas que a rodeiam estimulam a sua curiosidade e incentivam a investigar, a observar e a explorar. Participar na Feira do Outono, organizada pela Educação Pré-Escolar, na sede do Agrupamento e organizar uma outra, na Escola Básica de Gondarém, com a participação dos Encarregados de Educação e da Comunidade Educativa, foi uma oportunidade para os alunos partirem à descoberta da Natureza. Identificaram alguns frutos da época, os legumes que fazem parte da base alimentar da região e conheceram alguns produtos confecionados a partir destes alimentos, tais como: compotas, bolos, biscoitos, pipocas, etc.
      Estas atividades tiveram como principais objetivos, proporcionar aos alunos o contato e o conhecimento direto com situações novas, reforçar a cooperação entre todos os elementos da comunidade educativa exercitando práticas colaborativas e dar a conhecer alguns produtos próprios da época, desfrutando de um fascinante mundo de sabores, cores e aromas.
Agradecemos a participação e contribuição dos encarregados de educação, da comunidade educativa, do Agrupamento e da Câmara, para que esta Feira fosse um sucesso. Houve uma participação de todos os intervenientes de forma interessada e entusiasta, com alimentos e produtos, para a dinamização desta Feirinha.
Com a implementação destas atividades, procuramos ajudar as nossas crianças a “serem” crianças ativas, observadoras, críticas e responsáveis, compreendendo as alterações que ocorrem na natureza e proporcionar experiências de descoberta e contato com o meio próximo.
Esta atividade foi um sucesso!

                                                                                                                  Escola Básica de Gondarém
                                                                                                                  Ano Letivo: 2014/2015